27/02/2008

“...quero morrer em agonia,

Prender a satisfação que já não me sustenta como antes.

Deixem-me fazer aquilo que mais temo.

Quero ser e não posso...

Tenho minhas idéias atadas pela burocracia capitalista.

Ousar e temer pelas conseqüências...

Beijar, dá-se ao prazer.

Preciso,

Necessito...

De viver!

Mas desejo morrer...”

Nelson Rodrigues



"Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico."

Hilda Hilst


"Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.

Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)

Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel

Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra."

O culpado:


Shiva Nataraja é uma das mais poderosas representações de Shiva. Há várias posturas de dança de Shiva. Nataraja, no entanto, é o tandava, movimento de dança mais conhecido.
Podemos observar em Nataraja a combinação do asceta (o yogui) com o dançarino (o artista). Ambos são considerados idênticos em suas performances, pela completa entrega a deus. Shiva é o mestre do Yoga e das ciências espirituais, assim como das artes, especialmente a dança e a música.
É representado com quatro braços. Na mão direita, ao alto, ele segura o tambor (damaru), que simboliza o princípio do som, da palavra; do som vem toda a linguagem, a música e o conhecimento.O tambor simboliza também o éter ou espaço, que propaga o som e também o primeiro elemento que surgiu. Na mão esquerda, ao alto, formando a ardhacandra mudra (mudra da meia lua), ele tem o fogo como elemento de destruição do mundo, da dissolução da criação. O tambor e o fogo representam o contínuo ciclo cósmico de criação e dissolução.
A mão esquerda à frente traz a gajahasta mudra que descreve, na dança indiana, a tromba do elefante. A tromba tem a simbologia do discernimento: o elefante sabe exatamente discernir a força que deve usar quando arranca uma árvore ou quando apanha uma palha no chão. No caminho do autoconhecimento é necessário o discernimento para que possamos separar o que é real (absoluto, eterno, verdadeiro) e o que é irreal (relativo, passageiro, mutante). A mão direita à frente forma abhaya mudra, gesto de afastamento do medo, da proteção e das bênçãos .
O pé esquerdo levantado transmite ao homem que ele também se levante a si mesmo na busca de sua Verdade Interior.O pé direito, neste momento da Dança Cósmica, está apoiado sobre um homem com corpo de criança e rosto de adulto – Apasmara Purusha, simbolizando o ego infantil, a imaturidade emocional, a irresponsabilidade. Nataraja controla-o.
Que existe mais, senão afirmar a multiplicidade do real?

A igual probabilidade dos eventos impossíveis?

A eterna troca de tudo em tudo?

A única realidade absoluta?

Seres se traduzem.

Tudo pode ser metáfora de alguma outra coisa ou de coisa alguma.

Tudo irremediavelmente metamorfose!

Paulo Leminski

Senhor Jesus, faça com que os jovens enxerguem a sua luz e lhes mostrem que o Senhor não deixou nada escrito, que o senhor não consta nos manuscritos dos maiores historiadores da época. Que a bíblia foi feita e refeita pelo povo em seu favor de leis e medos e que o mesmo homem soberano da religião, o Papa, sustenta seu humilde Vaticano com dízimos de armas, drogas e prostituição!!! Amém

Utopia


DOCES SONHOS QUE SE VÃO... DOCES LEMBRANÇAS QUE SE PERDEM... DOCES VONTADES QUE PASSAM... DOCES PAIXOES DESPERDIÇADAS... DOCES VIDAS QUE ME ALEGRAM.... SONHOS QUE SE VAO... LEMBRANÇAS QUE SE PERDEM... VONTADES QUE PASSAM... PAIXOES DESPERDIÇADAS... VIDAS QUE ME ALEGRAM... SE VAO... SE PERDEM... QUE PASSAM... DESPERDIÇADAS!!!! MAS, QUE ME ALEGRAM! OU NÃO.

Lacunas do desespero


"... e do sonho ela se fez louca!
Acordou insana...
Fez guizado do seu gato,
rasgou sua roupa,
berrou da janela ao seu vizinho:

Me pegue;
Me mate;
Me arraste...!

Correu desperada,

foi ilegal em suas atitudes,

bebeu vinho e usou-o como perfume.

Meteu-se na estação,
ludibriou a segurança...

jogou-se a frente do trem!

pobre moça..."