Melhor resposta - Escolhida pelo autor da pergunta
Caro shiva,
realmente esta teoria existe, e foi recentemente incrementada por pesquisas conduzidas pela Nasa sobre o Universo. Pesquisadores do Observatório de Paris apresentaram um nova teoria sobre a forma do universo, baseada no primeiro ano de observações do WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) - uma missão da NASA para medir a temperatura da radiação cósmica de fundo, que é uma reminiscência residual do Big-Bang.
Segundo esta teoria, o universo é finito e tem uma forma. O modelo adotado é o dodecaedro de Henri Poincaré (matemático e filósofo francês do século XIX), um sólido de doze faces iguais, semelhante a uma bola de futebol (o que poderia esplicar esta obsessão universal pelo esférico). A singularidade deste modelo reside no fato de todas as faces deste sólido serem identificadas entre si, duas a duas, ou seja, a cada duas faces do dodecaedro existem duas faces opostas. Este princípio geométrico é impossível de demonstrar na prática, mas apenas através da matemática.
Segundo esta equipe, o formato em causa transformaria o universo numa gigantesca casa de espelhos, distorcendo todas as observações que são feitas. Uma estrela, por exemplo, emitiria luz em todas as direcções e todos os limites do universo refletiriam essa luz. Assim, um astrónomo poderia observar simultaneamente a mesma estrela em posições e épocas diferentes.
É uma teoria impressionante que poderá responder a uma das mais angustiantes concepções do ser humano: a representação e compreensão do infinito. Isto dito, obviamente de uma forma muito simples, pois o infinito mantêm-se incompreensível para lá do universo conhecido. Pois da mesma forma, que uma célula contêm milhões de átomos e o universo milhões de estrelas, algo deverá conter milhões de universos. O infinito é a redundância.
E agora? Será que a finitude do Universo vai se tornar o limite para as ambições da humanidade? Ou os cientistas mais uma vez estão enganados, e novas observações vão mostrar que o Universo é infinito?
O fato é que ainda somos extremamente jovens se comparados à pesquisa cosmológica — a Cosmologia estuda o Universo, sua estrutura, início e possíveis fins — e ainda temos muito a aprender. A cada dia, novos equipamentos são criados, levando nossa observação cada vez mais distante. Esse termo “mais distante” também significa para trás no tempo, ou seja, podemos saber como era o Universo quando ele ainda era bastante jovem. Assim, os pesquisadores vão acumulando informações e realizando medições que se “encaixem” nas teorias mais recentes sobre a origem e as dimensões do Universo. Neste instante, as indicações apontam para um Universo finito, rodeado por outra dimensão, que é regida por outras leis físicas, as quais ainda não podemos mensurar. As bordas do Universo seriam como portais que nos levariam novamente ao ponto de partida, o que pode ser um tanto confuso, pois estamos acostumados a uma realidade linear.
A teoria que sugere que o Universo é infinito e está em constante expansão pode ser aceita bem mais facilmente. Se o Universo surgiu de uma explosão inicial e tudo está expandindo-se a partir desse ponto, é fácil imaginar que há espaço somente até onde existe matéria, já que o espaço é uma medida que existe em função da matéria (só podemos medir uma distância entre dois pontos). Assim, o espaço existe até onde ele já se expandiu e, à medida que ele for expandido-se, tanto maior será o Universo; o resto é vazio, ou seja, nada.
Embora esse assunto mexa com as pessoas; por enquanto, é a mais pura abstração imaginar o tamanho do Universo. A solução desse milenar problema deverá ficar a cargo dos futuros pesquisadores. Quem sabe, você poderá ser um deles...
Abraços, Moran
realmente esta teoria existe, e foi recentemente incrementada por pesquisas conduzidas pela Nasa sobre o Universo. Pesquisadores do Observatório de Paris apresentaram um nova teoria sobre a forma do universo, baseada no primeiro ano de observações do WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) - uma missão da NASA para medir a temperatura da radiação cósmica de fundo, que é uma reminiscência residual do Big-Bang.
Segundo esta teoria, o universo é finito e tem uma forma. O modelo adotado é o dodecaedro de Henri Poincaré (matemático e filósofo francês do século XIX), um sólido de doze faces iguais, semelhante a uma bola de futebol (o que poderia esplicar esta obsessão universal pelo esférico). A singularidade deste modelo reside no fato de todas as faces deste sólido serem identificadas entre si, duas a duas, ou seja, a cada duas faces do dodecaedro existem duas faces opostas. Este princípio geométrico é impossível de demonstrar na prática, mas apenas através da matemática.
Segundo esta equipe, o formato em causa transformaria o universo numa gigantesca casa de espelhos, distorcendo todas as observações que são feitas. Uma estrela, por exemplo, emitiria luz em todas as direcções e todos os limites do universo refletiriam essa luz. Assim, um astrónomo poderia observar simultaneamente a mesma estrela em posições e épocas diferentes.
É uma teoria impressionante que poderá responder a uma das mais angustiantes concepções do ser humano: a representação e compreensão do infinito. Isto dito, obviamente de uma forma muito simples, pois o infinito mantêm-se incompreensível para lá do universo conhecido. Pois da mesma forma, que uma célula contêm milhões de átomos e o universo milhões de estrelas, algo deverá conter milhões de universos. O infinito é a redundância.
E agora? Será que a finitude do Universo vai se tornar o limite para as ambições da humanidade? Ou os cientistas mais uma vez estão enganados, e novas observações vão mostrar que o Universo é infinito?
O fato é que ainda somos extremamente jovens se comparados à pesquisa cosmológica — a Cosmologia estuda o Universo, sua estrutura, início e possíveis fins — e ainda temos muito a aprender. A cada dia, novos equipamentos são criados, levando nossa observação cada vez mais distante. Esse termo “mais distante” também significa para trás no tempo, ou seja, podemos saber como era o Universo quando ele ainda era bastante jovem. Assim, os pesquisadores vão acumulando informações e realizando medições que se “encaixem” nas teorias mais recentes sobre a origem e as dimensões do Universo. Neste instante, as indicações apontam para um Universo finito, rodeado por outra dimensão, que é regida por outras leis físicas, as quais ainda não podemos mensurar. As bordas do Universo seriam como portais que nos levariam novamente ao ponto de partida, o que pode ser um tanto confuso, pois estamos acostumados a uma realidade linear.
A teoria que sugere que o Universo é infinito e está em constante expansão pode ser aceita bem mais facilmente. Se o Universo surgiu de uma explosão inicial e tudo está expandindo-se a partir desse ponto, é fácil imaginar que há espaço somente até onde existe matéria, já que o espaço é uma medida que existe em função da matéria (só podemos medir uma distância entre dois pontos). Assim, o espaço existe até onde ele já se expandiu e, à medida que ele for expandido-se, tanto maior será o Universo; o resto é vazio, ou seja, nada.
Embora esse assunto mexa com as pessoas; por enquanto, é a mais pura abstração imaginar o tamanho do Universo. A solução desse milenar problema deverá ficar a cargo dos futuros pesquisadores. Quem sabe, você poderá ser um deles...
Abraços, Moran


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