27/02/2008

Lacunas do desespero


"... e do sonho ela se fez louca!
Acordou insana...
Fez guizado do seu gato,
rasgou sua roupa,
berrou da janela ao seu vizinho:

Me pegue;
Me mate;
Me arraste...!

Correu desperada,

foi ilegal em suas atitudes,

bebeu vinho e usou-o como perfume.

Meteu-se na estação,
ludibriou a segurança...

jogou-se a frente do trem!

pobre moça..."

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